sexta-feira, 6 de abril de 2012

Plexus – Paraíso Amanhã (RCA, 1969)



sacar

01. Paraíso Amanhã
02. Uba Budo
03. Waiting
04. Plexus I

Luis Pedro Fonseca – piano, flauta, voz, bateria
Jorge Valente – percussão, voz, efeitos especiais
José Alberto Teixeira Lopes – guitarra acústica, voz, guitarra de 12 cordas
Carlos Zíngaro – violino, violino eléctrico
Celso de Carvalho – violoncelo, violoncelo eléctrico, baixo

supervisão e direcção musical – José Cid e António Moniz Pereira

Se uma das raízes da Banda do Casaco vem da famigerada Filarmónica Fraude, a outra está aqui, neste Plexus, fundado em finais dos anos ’60 por uns ainda imberbes Carlos Zíngaro e Celso de Carvalho. Contando com a presença constante destes dois músicos, a banda foi recebendo e expelindo muitos outros ao longo dos anos. A música, ainda que oscilando por vários géneros conforme os músicos em ação, manteve-se sempre marginal e heterodoxa em relação a quase tudo o que se fazia aqui na parvónia.
Este EP, gravado em 69 e a única coisa editado pelo Plexus, apanha a banda ainda em registo pop, embora mesclada de influências jazzísticas e até de apontamentos de música concreta. Alguns truques ingénuos de estúdio, instrumentos utilizados de forma menos respeitosa (momentos em que o Zíngaro já toca o violino daquela maneira inconfundível), sons pouco convencionais que irrompem de tempos a tempos indicam um gosto pela experimentação que, nos anos 60, era pouco recomendável para qualquer músico que quisesse tocar ou gravar por estas bandas. Mas a “supervisão” de José Cid e Moniz Pereira, cujo objetivo provável era pôr os meninos na ordem, foi até certo ponto foi bem-sucedida. “Waiting” é definitivamente cantarolável, e todo o resto do disco dá para ir batendo o pé no chão. O cruzamento de influências beatlianas e talvez zappianas – coisas que os mais afortunados traziam do estrangeiro – resulta em quatro temas aventurosos mas que, ainda assim, respeitam a integridade neuronal da juventude familiarizada com o pop psicadélico da altura.
Depois do disco, a formação vai-se alterando com a entrada e saída de uma catrefada de gente - Carlos Bechegas, Nelson Portelinha, Paulo Gil, David Gausden, Carlos Alberto Augusto, Rui Neves, Miguel Campina – e a banda alista-se definitivamente nas fileiras da música improvisada e do jazz menos ortodoxo, abandonando as canções. Desse período não ficaram discos gravados, só restam os belíssimos cartazes do Zíngaro a anunciar concertos que ficariam espetaculares nas paredes da minha sala – fiz anos em Março, quem me quiser oferecer um é favor contactar nos comentários.

5 comentários:

Anónimo disse...

olá! se tiver poste o Salutz e o The Night dos Táxi! ;)

Discos Com Sono disse...

Não tenho esses discos, e também não sou grande fãs dos Taxi (ainda menos dessa fase mais tardia)

Tony Justerini disse...

Boa tarde,
Algum interesse no Changri-La, do Carlos Alberto Vidal, aka Avô Cantigas ?
radioetiopia@gmail.com

Discos Com Sono disse...

Olá Tony!

Tenho aqui esse disco em mp3, ainda não o coloquei aqui porque tenho alguma alergia ao prog e porque nunca vi sequer o disco ,nem sei quem são os músicos, os compositores, etc.

Tony Justerini disse...

Aqui está alguma informação :
http://bissaide.blogspot.pt/2006/03/primeira-vida-de-carlos-alberto-vidal.html