quinta-feira, 14 de julho de 2011

Osso Exótico - I (Multinational, 1990)



sacar

01. Osso Exótico
02. The New Stone Age
03. “ “
04. Lunar Circus Maximus

António Forte – percussão
David Maranha – guitarras, baixo, sintetizador, sampler, voz
Bernardo Devlin – voz, harmónica de vidro, sintetizador, sampler
André Maranha – sampler, mesa de mistura

produção e arranjos – Osso Exótico
conselhos e sistema de produção electrónica (?) – Vítor Rua

Dando seguimento à linha de orientação inaugurada no post anterior, os Discos Com Sono afastam-se ainda mais da luz e descem neste post ao inferno do cripto-industrial lusitano, com a primeira e misteriosa edição dos Osso Exótico. Para acentuar o lado subterrâneo de tudo isto, refira-se que o ripanço foi criminosamente roubado ao lovecraftiano blog The Thing on the Doorstep, que parece ter tido acesso a uma cópia deste disco fugidio.
Os Osso Exótico dos primórdios soarão atípicos aos fãs dos prolongados drones que a banda tem produzido nos últimos 15 anos. Mercê da porradaria metálica que António Forte dava nos bidões e da voz de mauzão de Bernardo Devlin, a coisa aproximava-se de uma versão mais contemplativa dos Neubauten ou dos Coil na época Scatology, comportando-se o colectivo ao vivo como uma banda quasi-rock, de guitarras em punho, baquetas na mão, microfone no tripé e outros maneirismos vergonhosamente ultrapassados para quem quer fazer música de vanguarda. Ainda assim, o disco aponta já noutras direcções e esforça-se por escapar ao previsível, abrindo com um instrumental que ocupa todo o lado A e por onde vai desfilando uma imensa panóplia de obscuras intervenções sonoras sobre um motivo em loop quase constante que lembra um comboio em andamento. Virando o disco, o registo muda para canção e o Devlin vocifera acerca da Nova Idade da Pedra ao ritmo de chicotadas e pancadaria metálica. Seguem-se quase dez minutos de guitarras em feedback sobre grilos em alegre cantoria, terminando com mais uma semi-canção que inclui Devlin aos berros + pancadaria em bidões + feedback & distorção.
Mas, se os clichés industriais da voz endemoninhada, percussão metálica e guitarras aos guinchos estão bem presentes, a verdade é que a banda tem o discernimento para fugir ao mau gosto reinante em 99% dos projectos tardo-industriais. A identidade ossoexótica, ainda que algo incipiente, mostra-se já ao mundo como uma unidade de música exploratória que escapa à catalogação fácil e que segue alegremente caminhos novos sem se preocupar demasiado com géneros ou rótulos.
Miguel Santos distribuiu eficazmente o disco pela Europa fora e os Osso Exótico tornam-se uma das primeiras bandas portuguesas com verdadeira (ainda que microscópica) projecção internacional. Dos poucos exemplares que por cá se venderam, nunca vi nenhum. Quem tenha e quiser vender é contactar-me nos comentários, pago o que quiserem até 10 euros.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Poke – Digitalmente Afectivo / Flip-Flop (Transmédia, 1984)



sacar

01. Digitalmente Afectivo
02. Flip-Flop

Ricardo – voz, vocoder, Roland electronic piano, JX-3P, Juno-6, Jupiter-8
Quico – Roland MC-4 microcomposer, Jupiter-8, Jupiter-6, Juno-6, JX-3P, TR-606 drum machine, TR-909 drum machine, Simmons+MC-4, SH-101, SH-2+MC-4, voz

produção –Quico e Nuno Rodrigues

A caixa de correio deste vosso blog tem sido invadida por centenas de emails protestando contra a toada mainstream dos últimos discos e exigindo material altamente refundido. Tentaremos corresponder analisando, em primeiro lugar, este singular fonograma dos Poke, banda que durou pouco mais de um ano e caiu entretanto no esquecimento.
Os Poke eram dois manos, Quico e Ricardo Serrano, que viviam no Porto e amavam a tecnologia de ponta. Para eles, o admirável mundo novo dos anos 80 erguia-se sobre duas pedras basilares: a música electrónica e o ZX Spectrum. Partindo da proximidade emocional que, nessa época, boa parte da juventude tinha com o ZX Spectrum, o lado A reflecte sobre a questão das relações afectivas entre homem e máquina, lamentando a pouco afectividade do computador. O lado B debruça-se sobre questões do foro íntimo dos manos Serrano que, sinceramente, não compreendo bem.
Aparte a dimensão filosófica, o disco surpreende pelo domínio da tecnologia digital e pela manipulação desenvolta de botões (é olhar para a quantidade de equipamento creditado a cada mano), surgindo como um sucedâneo da electrónica pós-funk de sumidades como Herbie Hankock (impossível não recordar Rockit ao ouvir aqueles vocoders) ou os Yellow Magic Orchestra.
Quico e Ricardo extinguiram os Poke pouco depois deste disco, e lançaram-se em colaborações múltiplas no meio portuense, desde os Ban aos Três Tristes Tigres e ao primeiro disco de Pedro Abrunhosa e os Bandemónio, deixando para trás aquele que é, provavelmente, o único disco português ao som do qual se pode dançar breakdance.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Anamar - Almanave (Polygram, 1987)



sacar

01. Canção do Mar
02. Sabe-se Lá
03. Céu da Gente
04. Ana Ai Maria
05. Homem
06. Animal
07. Maçadeiras
08. Tudo Dar

Anamar – voz
Emanuel Ramalho – bateria, percussões, programação rítmica, efeitos especiais
Nuno Rebelo – guitarras eléctrica e acústica
José Tó Aguiar – guitarra baixo
José Casanova – guitarra portuguesa (01.), guitarra acústica (03.)
Paulo Jorge – guitarra portuguesa (02.)
Ziegfried Zung – acordeão (01.)
Vasco Pimentel – sons naturais (08.)

produção
Emanuel Ramalho e Jorge Barata

Ainda hoje não sei ao certo o que é que, nos finais dos anos 80, era tão imperdoável na Anamar aos olhos da crítica bem pensante deste país: seria a postura de mulher fatal numa terra que idolatra virgens ofendidas? A lata de cantar no Coliseu logo depois de gravar o primeiro álbum? As vezes que recusara entrada no Frágil quando era lá porteira? A voz que não estava fadisticamente colocada e afinada nos meios-tons da praxe? Passados estes anos todos, uma coisa parece evidente. A campanha que moveram para acabar com a carreira da Anamar foi um dos pontos culminantes na história da filhadaputice luso-musical do século XX. E o mais desgraçadamente curioso é que as coisas não parecem ter mudado assim tanto. Hoje em dia, os críticos babam-se com a quadragésima nova amália que vem ganir fadunchos de olhos mortiços e tez deslavada, enquanto as gajas que quiseram dar à música a sua própria e singular reviravolta imploram para gravar um disco por década (não, não me estou a referir a Deolindas, Clãs, Gifts e outros trampuns).
Após esta amarga e rabugenta introdução (desculpem mas, escrevendo isto em dia de eleições, não havia como escapar), chega-se ao lado luminoso deste post: sete grandes malhas (descontando a pouco feliz versão do tradicional Maçadeiras), abrindo logo com dois fados devidamente adulterados e vertidos em formato pop, seguindo por composições da própria Anamar e dos restantes músicos que culminam no fantasmagórico Tudo Dar, tudo condimentado com os talentos de Emanuel Ramalho e Nuno Rebelo (que já trabalhara no excelente MX-S Amar por Amar, lançado um ano antes pela Ama Romanta). O produto final ilustra bem a faceta mais memorável da música pop que nessa altura se fazia por cá: caldeirada descomplexada de géneros díspares ou aparentemente contraditórios, com uma pitada bem medida de provocação para dar um refogado onde já não nos lembramos dos ingredientes iniciais mas resfolegamos de júbilo no caldo mutante que esse processo destilou. Está bem que ela canta sem saber cantar como deve ser, que tem o nariz mais empinado do que o costume, que esperneia e esbraceja mais do que estamos habituados; mas caramba, num país de tímidos como este, não será disso que andamos a precisar?

domingo, 24 de abril de 2011

Júlio Pereira – Nordeste / Vira Cavaquinho (Diapasão, 1983)



sacar

01. Nordeste
02. Vira Cavaquinho

Júlio Pereira
Carlos Zíngaro
José Marreiros
João Seixas
Amélia Muge

arranjos, direcção musical, produção – Júlio Pereira

O Júlio Pereira tem-me pago bem para lhe resgatar os discos não reeditados em CD, e hoje vai este single gravado, julgo eu, na mesma altura do álbum Braguesa (já podes pôr o cheque no correio, Júlio). A época era de sucesso juliopereirino, depois do êxito do Cavaquinho e da sequela, o tal Braguesa, álbuns didáticos e bem planeados, em que os ditos instrumentos são virtuosamente esgrimidos pelo nosso hirsuto multi-instrumentista. Guardo-lhes bastante reservas, porque me parecem chatos pra burro, mas essa é outra história. Este single, e é disso que se trata aqui, revela duas facetas do Júlio: essa, a ligeiramente aborrecida, no mais que previsível Vira Cavaquinho, e a surpreendente, inventiva e pulirante, no óptimo Nordeste. E é aí, no lado A deste single, que apetece ficar: no inconfundível violino do Carlos Zíngaro, nas percussões que abrem o tema, no arranjo perfeito do mestre Júlio, e na voz fresquíssima da Amélia Muge, que aqui (ou no último tema do Braguesa, não sei qual saiu primeiro) se estreia a cantar em disco e, como se isso não bastasse, posa com grande charme para a fotografia da contracapa. Belas botas, Amélia!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

V.A. – À Sombra de Deus (Câmara Municipal de Braga, 1989)



sacar

01. Rongwrong – Estranho Prazer
02. Pai Melga – Protesto do Diabo
03. Orfeu Rebelde – Através dos Tempos
04. Os Gnomos – Destino
05. Bateau Lavoir – Até um Dia
06. Baile de Baden-Baden – Chuva de Verão
07. Rua do Gin – Rebeca
08. Mão Morta – 1º de Novembro

idealização e organização – Adolfo Luxúria Canibal, Berto Borges
produção – M. Leite (01.); Pai Melga (02.); Orfeu Rebelde (03.); Os Gnomos, Bula (04.); Bateau Lavoir (05.); Baile de Baden-Baden (06.); Rua do Gin, Bula (07); Mão Morta, Bula (08.)

Vinte e dois anos passados sobre os acontecimentos, é difícil conceber hoje a vaga sensação de exotismo que era ouvir falar na capital de uma vigorosa cena de música moderna em Braga. Braga, toda a gente o sabia, era um sítio lá para cima cheio de padres e incenso, em que a juventude de bochechas rosadas e cérebros iletrados pouco mais fazia do que guiar carros de bois. E, contudo, os Mão Morta deitavam abaixo o RRV de cada vez que lá passavam, os Rongwrong e os Bateau Lavoir rodavam com insistência na Rádio Universidade Tejo, e dizia-se que ainda mais bandas havia lá para o Minho a fazer barulho como deve ser. Era coisa nunca vista, e o fenómeno tinha de ficar registado de alguma forma. O Adolfo Luxúria Canibal e o Berto Borges (baterista dos Rongwrong) aproveitaram o hype e tentaram convencer a Câmara a pagar e editar um disco com aquela malta, coisa que, nos idos de 1989, era bem mais difícil de fazer do que agora. Correu bem, pelos vistos, porque ainda houve volume dois e volume três de À Sombra de Deus, editados em CD já nos anos '90 e '00.
O disco começa em alta, com os Rongwrong a musicarem e interpretarem uma letra luxuriocanibalesca, numa canção que fica poucos furos abaixo de Sombra Veloz. Depois a coisa descamba, com dose tripla de urbano-depressão adolescente e mal amanhada (“encontrei uma mansão sombria onde jazia um corpo mutilado”, etc.), que se prolonga até ao final do lado A. Virando o disco, a festa volta a animar. Os Bateau Lavoir casam o cinzentismo oitentista com uma secção de metais à la Radar Kadafi, e produzem uma óptima canção que até resiste a um vocalista pouco inspirado. Os Baile de Baden-Baden bombardeiam-nos com camadas de guitarras em distorção numa saudável aventura sónico-janada, e os Rua do Gin dão-nos provavelmente o melhor tema do disco e de certeza o mais surpreendente – até porque ninguém ouvira falar neles até então. A caixa de ritmos semi-industrial, o vocalista a rebentar as cordas vocais, as voltas imprevistas das guitarras, tudo bem feito. E acaba-se, evidentemente, com Mão Morta (a única banda incluída em todos os 3 volumes da compilação), numa versão bem poderosa, ainda que percutida electronicamente, do clássico 1º de Novembro.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Luis Madureira – O Teu Amor Sou Eu (Fundação Atlântica, 1984)



sacar

01. O Teu Amor Sou Eu (solo)
02. O Teu Amor Sou Eu (dueto com Anamar)

Luis Madureira – voz
Anamar – voz (.02)
Pedro Ayres Magalhães – guitarras, programação de ritmos
António Emiliano – piano, sintetizador

produção – Pedro Ayres Magalhães

Eu sei o que vocês estão a pensar: A capa é horrível mas lá dentro deve estar um tesouro musical esquecido, uma obscura pérola agora resgatada das brumas do tempo, uma centelha de criatividade eighties que vamos samplar semi-ironicamente e incluir em meia dúzia de mixtapes. Pois era. Só que, para além da capa ser horrível, a música é chata pra burro, o meu exemplar do disco está todo avacalhado e o ripanço ficou uma merda. Se, mesmo assim, quiserem saber quem é o Luis Madureira, eu digo o que sei: É um senhor com larga e respeitada carreira no canto lírico, que nesta altura era professor de canto da Anamar (vá, parem lá com as piadas) e que, já nos anos 90, editou um CD com canções do Boris Vian. Neste disco, a malta da Fundação faz o que tem a fazer: o Miguel Esteves Cardoso adapta a letra para Português (a canção é um original de Irving Berlin), o Pedro Ayres produz e toca guitarra, e o António Emiliano tecla na pianola. A canção é tipo as coisas que o Manuel João canta nos Corações de Atum, mas sem ter piada. E pronto, queriam mais Fundação Atlântica, não era? Agora aguentem-se.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Rongwrong - Sombra Veloz (Dansa do Som, 1987)



sacar

01. Sombra Veloz
02. Frenética Paixão
03. O Enforcado

Manuel Leite – baixo
Toni Simões – guitarra
Zé Salgado – guitarra
Berto Borges – bateria
Teota – voz

produção – Zé Nabo

Este é um disco perigoso para quem padece daquela patologia tão disseminada pelos trintões que é a nostalgia dos anos 80. De facto, raras foram as bandas que encarnaram tão perfeitamente a estética vangue como os Rongwrong. Está lá tudo, desde as letras melancólicas e lúgubres às guitarras chorosas do Zé Salgado (o Zé dos Eclipes dos Mão Morta) e à voz torturada da Teota. E, se formos a ver o vídeo da canção-título ao vivo, a coisa ainda bate mais forte. Por isso, tenham lá cuidado e consumam estes ficheiros com moderação.
Para a malta mais nova, fica a pedagogia: nos anos 80, antes de surgirem os góticos (é verdade, houve uma altura em que não existiam góticos), havia os vangues (short for “vanguardistas”) que pensavam em cenas depressivas (tipo destroços, noite, a cor cinzenta, etc.) e curtiam Joy Division. Vestiam-se à mesma de preto mas, ao contrário dos góticos, ainda conservavam alguma dignidade. A música de que os vangues gostavam era, quase sem tirar nem pôr, a música que tocavam os Rongwrong.
E agora o parágrafo técnico: este disco é o prémio para a banda vencedora do 3º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous (1986), ano em que os também bracarenses Mão Morta ganharam o prémio de originalidade. A banda só editaria mais um tema, em 1989, na colectânea À Sombra de Deus, e já sem o Zé dos Eclipses na guitarra. Nos anos 90, os Rongwrong dissolveram-se e parece que só Manuel Leite continuou na música, formando os Humpty Dumpty com Miguel Pedro, dos Mão Morta. A Teota era gira e tinha umas pernas bonitas e roliças. E Sombra Veloz, nos anos 80 e em qualquer altura, é mesmo uma canção do camandro.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Shila – Lenga-Lengas e Segredos (Diapasão, 1979)



sacar

01. Teresinha
02. A Gota da Meadela
03. A Bailarina
04. Pulga
05. A Valsa
06. Sempre Foi Assim
07. Eu Não Tenho a Certeza
08. Ai Eu Quero
09. Cabecinha Fria
10. Todos Me Querem

Shila – voz, cavaquinho, colheres de pau, palmas, pandeireta
Júlio Pereira – viola acústica, viola 6 cordas, bandolim, bombo, cavaquinho, cabaça, adufe, coros
Pedro Caldeira Cabral – guitarra, flauta
José Eduardo – contrabaixo, baixo
Paulo Godinho – baixo
Pedro Osório – acordeão
Rui Cardoso – flauta, saxofone
Raul Mendes – harmónica
Sílvio Pleno – clarinete
António Serafim - oboé
Paleka – bateria
Moreno Pinto - ferrinhos
Sérgio Godinho, Lena Vaz, Guida Silva, Rui Vaz – coros

direcção musical – Júlio Pereira
som – Rui Novais, José Manuel Fortes

Cá está, tal como prometido, o segundo fonograma de longa-duração da kridíssima Shila. Desde que postei aqui o “Doce de Shila”, a minha apreciação pela obra da senhora tem crescido a bom ritmo (apesar de ela ainda não ter aceite o meu pedido de amizade no facebook). Há aqui em casa uma parede à espera de um poster da Shila, quem souber onde se arranja diga alguma coisa nos comentários, sff.
Voltando ao disco, vê-se que o primeiro deve ter corrido bem porque, neste segundo, ela ainda cravou mais malta para colaborar – desde gurus intervencionistas como o Zé Mário e o João Loio, ao Raul Mendes (do Mendes Harmónica Trio) e ao Paleka, (seja ele quem for). Até o Chico Buarque não resistiu aos encantos da moça e lhe ofereceu uma canção (Teresinha).
Na composição, a maior parte do trabalho continua a ser do Sérgio Godinho, mas a direcção musical passa agora para as mãos do Júlio Pereira, que vai alternando os arranjos dos temas entre uma inspiração mais tradicional e uma toada mais jazzística, estes últimos, para o meu bico, menos bem conseguidos. Mas aqui há música para todos os gostos: óptimas canções populares de castanholas saltitantes (A Gota da Meadela, Sempre Foi Assim), letras godinhianas ao melhor estilo do respectivo (Cabecinha Fria) e uma excelente canção do José Mário Branco que julgo não estar gravada em mais lado nenhum (Eu Não Tenho a Certeza). E, claro, sobre tudo isto paira ainda a esperança de que a coisa dê a volta e a democracia popular volte a ser possível.
E agora aguentem enquanto vou ali cravar a um amigo o single “O Burro e o Grão” para ficarmos com a mui cobiçável Discografia Completa da Shila!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Links actualizados

Os links para "Subtilmente" (Anabela Duarte), "Olho de Fogo" (Janita) e "Vydia" (Vitor Rua) tinham falecido, e foram agora repostos. Entretanto, aguardem mais uns dias que vem aí o segundo LP da Shila.
Grato pela paciência.